POR AURELIO CARVALHO
O artista plástico João Everton acusou a empresa de ônibus Planalto, por tentativa de homicídio culposo. Segundo ele, a empresa pôs em risco a vida de 38 passageiros, ao permitir que o motorista da Linha São Luís/Bacurituba seguisse viagem, mesmo com o sistema de freios danificado. João Everton disse que durante o percurso, o ônibus bateu em um caminhão-baú e se desgovernou. Apesar de ninguém ter ficado ferido, o passageiro decidiu entrar na Justiça contra a empresa Planalto.

De acordo com o autor da denúncia, o acidente aconteceu por volta das 16h da última quarta-feira, 27, quando o ônibus saía de São Luís em direção ao município de Bacurituba. O passageiro contou à reportagem do Jornal Pequeno, que o ônibus pregou em frente ao aeroporto do Tirirical, em São Luís, logo que saiu da rodoviária da capital. Segundo ele, somente após duas horas de espera, um mecânico chegou ao local. A partir daí, o que era para ter sido solução, virou um problema ainda maior.
"O mecânico disse que precisaria substituir a válvula do veículo. Minutos depois, começou a falar em particular com o motorista. Não se sabe o que eles conversaram. Por um deslize do motorista, é que descobrimos que a viagem estava seguindo sem que o ônibus tivesse freios", contou João Everton. "Quando estávamos passando por Bacabeira, o motorista acelerou e andava a 105 km/h. Quando ia batendo em um caminhão-tanque, conseguiu desviar pelo acostamento. Só que ao desviar, vinha um caminhão-baú em direção contrária - o que fez o motorista entrar pela contramão e cair em um matagal na estrada, arriscando a vida de quase 40 passageiros", completou.
João Everton disse que essa não é a primeira vez que problemas desse tipo acontecem com os transportes que servem os municípios da Baixada Maranhense. Ele afirmou que tanto os transportes rodoviários quanto os pluviais pecam pela falta de segurança. "Estou há 23 anos fora da Baixada. Mas hoje percebo que os problemas continuam. Não lembro de uma vez sequer, em que eu tenha viajado para a Baixada, e pude fazer isso com tranqüilidade. Alguma coisa tem que ser feita urgentemente para resolver essa situação. E enquanto o próximo governo não assume, vou fazendo a minha parte, enquanto cidadão. Por isso resolvi entrar na Justiça", finalizou João Everton.