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Coluna do Othelino (Especial)

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Data de Publicação: 28 de dezembro de 2006
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(Com textos do livro A ÁGUIA LIBERTÁRIA, dos jornalistas Othelino Filho e Othelino Neto, a ser lançado em dezembro de 2006).

OPINIÕES SOBRE A QUEDA DA BASTILHA OLIGÁRQUICA (2)

Toda a atenção para um gênio brasileiro! Há pessoas que são realmente cultuadas por gerações sem fim e efetivamente se imortalizam pela vida e obra imensuráveis em magnitude. Por isso mesmo, quando se ameaçam ou se perpetram de fato atentados contra valores de extraordinário alcance social, faz-se a evocação de personalidades históricas com autoridade moral e grandeza intelectual exuberantes. É, pois - sob protesto veemente pelo menosprezo do senador Sarney diante da soberana decisão dos maranhenses de por um basta na sua odienta oligarquia -, que recorremos ao "grande Rui", quando, em uma das suas memoráveis defesas da LIBERDADE, sentenciou: "Ai dos que põem as mãos na tua arca, ó liberdade, que ergues as nações e abates os impérios. As democracias, que atentam contra tua majestade, perecerão na tirania dos Césares, na anarquia das ruas", referindo-se a pseudodemocracias, que mascaradas por famigeradas "ordens estabelecidas" , como lobo na pele de cordeiro, ocultavam déspotas, verdadeiros senhores feudais, a quem tudo era permitido para manter a dominação incólume. Era o brado eloqüente do Águia de Haia!

- O que os arrogantes do poderoso sistema "Mirante" imaginam? Que a vida inteligente desapareceu do País? Que nos podem obrigar a usar antolhos? Que não se percebe o óbvio? Imagine se não estivéssemos em tempos de Democracia plena! Construíram um conceito distorcido deste regime sagrado, onde quem se lhes opõe à "esperteza" é considerado inimigo. Retorna-me à memória a fábula da rã e do boi, aquela sobre a empáfia. Inflaram tanto que estouraram. Impertinente memória esta minha, gravou a imagem da dinheirama do caso Lunus de quatro anos atrás, até hoje "inexplicado" e que levou o senador do Macapá a vociferar na tribuna do Senado, invocando Justiça, ameaçando pedir intervenção da ONU para garantir a "lisura" das eleições de 2002. É, vai ficando cada vez mais complicado para este senhor reivindicar Respeito.

- Uma brisa de esperança agradável, como a que sopra da Baía de São Marcos no apogeu da maré alta, envolveu-me ao ler o JP. Oxalá se concretizem as perspectivas de mudanças nos rumos do destino de nosso Estado. O editorial De mentiras e Mentirosos diz tudo sobre os métodos "éticos" dos adversários... A batalha para o segundo turno não seria fácil, a julgar pelo "arsenal" empregado, mas, como a mentira tem pernas curtas e é impossível enganar todo mundo o tempo todo, a Coalizão enfrentou bem os obstáculos e atingiu o objetivo final. Li na Tribuna da Imprensa este comentário; "Como os Sarney têm capitania hereditária há 40 anos, os institutos deram vitória de Dona Roseana logo de saída, não se aprofundaram, erraram." É lastimável perceber o conceito triste que o Maranhão desfruta no cenário nacional. Urge findar tal anacronismo. Acompanhei inconformada a proeza dos "donatários" ao longo dos últimos anos.

- Haja coração! Aterrada com a confusão que percebo entre o conceito de público e privado por parte do senhor "dono do mar", permito-me algumas ilações. Conheço a matéria Psicologia de forma bem elementar, o que me desabilita a fazer diagnósticos, porém existem vestígios de arquétipos junguianos na conduta da referida personagem, que me inquietam e invocam associações importunas. Fui remetida à visão dos templos faraônicos, reconstituídos, após serem transportados, pedra por pedra, da região da Núbia, devido à construção da represa de Assuã. No Metropolitan Museum de Nova York encontra-se o de Dendur e, em Madri, em uma praça denominada Parque de la montaña, podemos apreciar o de Debod. Como se sabe, o governo egípcio doou-os, em reconhecimento à ajuda prestada pelos arqueólogos americanos e espanhóis, na missão da Unesco, que resgatou os monumentos do vale da Núbia, para salvá-los da destruição a que estavam condenados, com a formação do lago da represa. O projeto post-mortem "Mercês", assemelha-se à concepção faraônica dos que acabo de citar. É um Memorial, onde a tumba e o "acervo" garantem o deleite intelectual da vida futura. O "arquiteto" preocupou-se até com o paisagismo, palmeiras imperiais, no "oásis", em torno do que será (ou seria?) o futuro templo-mausoléu. Como nos dois protótipos mencionados. Deliriopatia? Mitomania? Deixo as conclusões aos terapeutas de comportamento habilitados. Se Akenaton e Hatshepsut decidiram "manifestar-se" na França Equinocial, estão promovendo um espetáculo que, desafortunadamente, não "Vale a pena festejar"... Como "dono do mar", seria bem mais poético e decente, providenciar um funeral em estilo Viking, às próprias expensas, claro. A vastidão da Baía de São Marcos oferece o cenário ideal para este ritual. A pira funerária deslizaria liricamente rumo ao Valhala, Odin rejubilar-se-ia e os maranhenses continuariam donos de seu Patrimônio Histórico. Todos ficariam satisfeitos; a ÉTICA estaria preservada. Magdala, Rio de Janeiro-RJ.

- Exultante, escrevo-lhes estas palavras. Parabéns! Esta vitória é de todas as consciências lúcidas! UM NOVO SOL - O sol se deitou lá pras bandas do Boqueirão, lá atrás da palmeira, lá no fundo da enseada, lá no alto da colina, lá atrás do edifício... Enfim, em cada lugar do Maranhão foi-se embora de maneira singular, singela como sendo o último sol da era do medo, da expropriação e do atraso. O fim da Capitania Hereditária do Maranhão, recriada há quarenta anos, no maior retrocesso que um povo viera a sofrer na história do Brasil. Quando, àquela época, buscávamos dias melhores, trocamos o escorpião por um ovo e, mal sabíamos, que nos fora dado um ovo de serpente. É o fim da era da bajulação, da confusão do público com o privado em detrimento do bem-estar de todos e das verdadeiras aspirações de um povo que sempre se orgulhou de sua cultura e de sua bravura; de sua terra e da sua história. O sol se foi historicamente, as estrelas vieram historicamente e a lua também historicamente brindará as noites da Liberdade. Amanhã um novo sol brilhará no Maranhão livre, um novo canto de pássaros se ouvirá; um novo olhar brilhará no rosto de nossa gente: o brilho da Esperança. Novos dias, novos rumos, tudo novo, não em propagandas como outrora, mas em fatos reais e concretos comandados por Dr. Jackson, a quem o destino reservou tão grande empresa ao lado de seus aliados. A José Reinaldo Tavares, o Maranhão será eternamente grato por seu sacrifício nos seus dias de governo. Fez esta histórica transição. Encarou como ninguém as perseguições, calúnias e difamações, mas não abriu. Foi um timoneiro impávido no meio da tempestade. Usou de inteligência como ninguém e, como enxadrista, ganhou o jogo. Mas quem foi a peça principal desse embate foi o povo que acordou para fazer história. E nenhum carrasco, ou um conjunto de déspotas pusilânimes vai conter a construção do destino grandioso do Maranhão e dos Maranhenses! Um abraço, Raimundo João Marinho Dutra Brasília-DF. (Tem mais no domingo).

(othelinofilho@yahoo.com.br).

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