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Travesti morre depois de ser espancado na BR-010
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Travesti morre depois de ser espancado na BR-010

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Data de Publicação: 27 de dezembro de 2006
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HOMICÍDIO NO POSTO REGINA

Fernando Cesário Silva Jr., a ‘Daiane’, fazia ‘programas’ na beira da estrada

Espancado barbaramente na madrugada de sábado, 23, na rodovia BR-010 (Belém-Brasília), o travesti Fernando Cesário Silva Júnior, de 27 anos, que era conhecido como “Daiane”, não resistiu aos danos físicos provocados pela agressão e morreu, na segunda-feira, 25, no Hospital Municipal de Imperatriz (Socorrão).

Segundo seus familiares, Fernando – que era morador da rua Coronel Manoel Bandeira, 788 (centro de Imperatriz) – fazia “programas” sexuais nos arredores do Posto Regina (“ponto” de prostituição de mulheres e homossexuais) há pelo menos 8 anos. Ele usava maconha com freqüência, informou a família. De acordo com o atestado de óbito de Fernando – assinado pelo médico Alison Mota Aguiar –, ele sofreu traumatismo crânio-encefálico. Embora não conste no atestado, a família da vítima foi informada por uma médica do Socorrão que Fernando também teve os pulmões dilacerados.

Sem marcas – Apesar da violência do espancamento, a vítima não apresentava marcas externas de ferimentos. Os médicos que atenderam Fernando descartaram a hipótese de que o travesti tenha sido agredido com algum objeto – o mais provável é que ele tenha sido atacado com socos e pontapés, direcionados a partes vitais do corpo (cabeça, peito e abdômen).

Parentes de Fernando, que estavam ontem em seu velório, evitaram falar ao Jornal Pequeno a respeito de suspeitas sobre a autoria do crime.

Segundo eles, ninguém que estava na cena do crime escutou nem viu nada, apesar de sempre haver grande movimento nas cercanias do Posto Regina, onde o travesti foi encontrado morto. Outros travestis, que também fazem ponto no local, afirmaram não haver notado, na madrugada de sábado, nada que possa servir para elucidar o assassinato.

Os familiares da vítima sequer quiseram registrar a ocorrência do homicídio no Plantão da 10ª Delegacia Regional de Polícia. “Não investigam nem a morte das chamadas pessoas ‘de bem’, imagina se vão querer ir atrás de quem matou um travesti”, disse uma irmã de Fernando. O corpo do jovem seria sepultado ontem à tarde no cemitério São João Batista.

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