(drpeta@box.elo.com.br)
Prezado Dr. Pêta;
O mapa político do Maranhão está em efervescência. O espírito maranhense de libertação da oligarquia “mor” começa a fazer água em redutos familiares interioranos tido com intocáveis. Na região central do Maranhão, por exemplo, um município de 40 mil habitantes tem 1001 problemas que vêm sendo administrados há 18 anos por duas famílias que se alternam no poder. O sentimento por mudanças nas práticas políticas e na melhoria da qualidade dos serviços públicos indica para a eleição de uma nova liderança política.
Verificamos que a queda das duas últimas oligarquias no nordeste e, mais recentemente, os sucessivos escândalos políticos chamaram a atenção da sociedade para a necessidade de uma assepsia na classe política.
(Carlos Alberto – São Domingos – MA)
Caro Dr. Pêta;
O feitiço virou contra o feiticeiro! A falida oligarquia Sarney deixou o Maranhão em primeiro lugar na miséria nacional e sempre humilhou o povo maranhense e os seus educadores. A desigualdade social, associada a fatores estruturais de desequilíbrio regional, foi agravada no caso do Maranhão com o projeto político de manutenção no poder do grupo Sarney, pois o fato da ex-oligarquia não levar escolas de ensino médio em todos os municípios do Estado foi uma ação deliberada, posto que essa ação foi um dos motivos fundamentais do controle político deste Estado. A compreensão desta ação deliberada nos leva a refletir sobre a historicidade da pobreza no Maranhão e concluir que o projeto político do clã Sarney foi um projeto que marginalizou um grande contingente populacional do nosso povo, uma vez que estava nessa empobrecida parcela da população a sobrevivência política do maquiavélico baluarte dos hipócritas.
O único caminho possível para diminuirmos as desigualdades sociais neste país e neste Estado é através de um grande projeto político educacional. Só a educação pode superar as seqüelas do subdesenvolvimento e o governador eleito sabe disso. No entanto, ao abrir mão da Secretaria de Educação, fez o mesmo que entregar a bandeira histórica do PDT.
(Prof. Costa Neto – São Luís)
Nota do editor – As cartas e e-mails endereçados ao JP e ao Dr. Pêta devem conter nome, endereço e o telefone dos respectivos autores.