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JP Sul do MaranhãoEconomia de Açailândia cresce 175%; a de Imperatriz, 54%

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20 de dezembro de 2006
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POR EDMILSON SANCHES*

SEGUNDA ECONOMIA DO ESTADO

No período 2001-004, a economia dos dois maiores municípios do interior maranhense – Açailândia e Imperatriz — apresentou números positivos, mas desempenhos bem diferentes. Açailândia cresce a cada ano, e consolida-se como segundo maior município do Maranhão em termos econômicos, distanciando-se de Imperatriz, do qual foi distrito até 6 de junho de 1981.

Imperatriz apresentou desempenho instável, tendo registrado resultado negativo em 2003, quando caiu 1,95% em relação a 2002, embora no período 2001-2004 seu Produto Interno Bruto tenha crescido 54,6% (taxa muito inferior à de Açailândia, que cresceu 175,1%). Produto Interno Bruto, ou PIB, é a soma de todas as riquezas — produtos e serviços — produzidas em um município, estado, país ou região.

Segundo os dados do PIB dos municípios, divulgados quarta-feira, 13, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a economia de Açailândia totaliza R$ 973 milhões 035 mil, e a de Imperatriz, R$ 683 milhões 118 mil. Os números referem-se ao ano de 2004, pois o volume de dados e complexidade de cálculos para mais de 5.600 municípios só permitem ao IBGE divulgar o PIB municipal com um interstício de quase dois anos. O PIB de 2005, por exemplo, deverá ser divulgado em dezembro de 2007.

O desempenho da economia de Açailândia tem se mostrado positivo e crescente no quatriênio 2001-2004. No primeiro ano do terceiro milênio, o PIB de Açailândia foi de R$ 353,6 milhões. Em 2002, o crescimento quase duplicou, chegando a R$ 669,1 milhões, o que representa um incremento de 89,2%. Em 2003, o PIB cresceu 34,9% e chegou à casa dos R$ 900 milhões: R$ 902,7 milhões. Em 2004, Açailândia cresce mais 7,7% e chega a R$ 973 milhões.

Enquanto isso, Imperatriz iniciava o novo milênio com uma riqueza total de R$ 441,7 milhões em 2001. No ano seguinte, o PIB cresce 37,7% e passa dos 600 milhões: R$ 608,6 milhões em 2002. Em 2003 o município sofre crescimento negativo: a economia cai quase dois pontos percentuais (-1,95%) e o total do PIB reduz-se para R$ 596,7 milhões. Em 2004, a produção econômica reage e cresce 14,4%, chegando a R$ 683,1 milhões.

O crescimento do PIB de um município ou país nem sempre implica melhoria nas condições de vida de uma comunidade, estado ou país, em função do fenômeno da concentração de renda, que resulta num dos piores e mais constrangedores indicadores de uma economia: a desigualdade social.

Renda – Junto com os dados do Produto Interno Bruto dos municípios, o IBGE também divulgou o PIB “per capita”, também chamado renda “per capita”, que é o valor correspondente a cada habitante, no ano, se a riqueza produzida fosse repartida igualmente entre todos. Nesse campo, o município de Açailândia, em relação a Imperatriz, também apresenta grande vantagem: R$ 9.649,00 contra R$ 2.945,00.

Em linhas gerais, isto significa que Imperatriz tem uma economia pequena para o tamanho de sua população, embora retrate a média de empobrecimento do conjunto dos cidadãos maranhenses, cuja renda “per capita” é de R$ 2.748,00.

Além de a renda “per capita” de Imperatriz ser mais de três vezes e meia menor do que a de Açailândia, ela representa pouco mais da metade (55,7%) da renda da região Nordeste, que é de R$ 4.927,00, e apenas 28,2% da renda brasileira, de R$ 9.729,00.

(*) Jornalista e escritor

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