*Felinto Ribeiro
A mentira eleitoral foi o carro chefe que contribuiu para permanecer no Maranhão uma oligarquia surgida em 31 de janeiro de 1966.
O tribunal de contas a partir do início da oligarquia começou a admitir em seus quadros, conselheiros que estivessem a serviço do poder dominante. O amo determinou que um dos membros do tribunal, se deslocasse para o interior e fizesse uma auditoria inquisitória em uma determinada Prefeitura com a intenção de cassar o mandato do titular. A acusação prendia-se ao suposto desvio de uma verba da prefeitura, acontece que a verba foi gasta na administração anterior. O conselheiro inquisidor ignorou as provas para atender o seu amo; a vítima bateu as portas do Tribunal de Justiça através do seu competente advogado e provou a face inquisitória perante aquela corte de justiça, e assim o acusado foi absolvido e continuou a administrar o seu município até a conclusão do seu mandato. Esse é um pequeno exemplo do homem do bigode.
Em Presidente Dutra, no segundo turno, na eleição de 2006, o cacique do Maranhão bradou com bastante arrogância que sua filha teria de ser eleita a qualquer preço e custo e que seus opositores teriam que engolir e assimilar o cálice amargo de mais uma derrota eleitoral embora em pranto; as lágrimas das vítimas do saque do pólo industrial de Rosário, através das denúncias do combativo deputado Aderson Lago contribuíram para sensibilizar a maioria dos corações, e a conferencia do sufrágio popular através do computador deu segurança ao eleitor e a verdade eleitoral se manifestou cristalina e pura como as pérolas; as farsas eleitorais com a intenção de macular os resultados eleitorais não obtiveram resultado almejado e assim dissolveram-se como as dunas.
A estrada Paulo Ramos Arame denunciada pelo deputado Aderson Lago foi uma das maiores vergonhas entre tantas outras registradas nos 40 anos da oligarquia. A estrada fantasma embora contestada pelo parlamentar à sua existência, não obstante foi paga indevidamente ao arrepio da lei e considerada uma afronta à dignidade humana; os vampiros de nossa economia são empedernidos. As lágrimas de uma população faminta não comovem os corações de pedra da oligarquia e de seus seguidores. Os exemplos do projeto Salangô e a falência criminosa do banco do Estado foram os atributos administrativos e políticos que contribuíram para afastar do convívio político administrativo a dama da oligarquia.
A oligarquia é um estado de patologia política que em um estado simboliza um ranço da idade média.
O século XXI representa a soma das conquistas político-sociais ao decorrer do tempo, as tempestades políticas ocorridas no século XX promoveram verdadeiro furacão no seio da Europa (o continente mais civilizado do planeta).
Após a queda do czarismo na Rússia em 1917 e a conquista do poder pelos bolcheviques na sociedade russa no campo administrativos ouve avanços, porem para a democracia ouve retrocesso. Os crimes cometidos por Lênin e Stalin fizeram inveja a doutrina czarista.
O advento do Nazismo em 1933-1945 foi um pesadelo para o povo judeu e ciganos, com sacrifício dessas raças nos campos de concentração e a conivência criminosa do núncio apostólico na cidade de Munique o cardeal Eugênio Passele e futuro papa Pio XII,o tribunal da inquisição já estava sepultado para a estória, mas o cardeal Passele ressuscitou embora contrariando a vontade do papa Pio XI.
O Estado do Maranhão embora com sua luta secular a partir do império não assimilou a democracia; os demais estados romperam os diques das ditaduras e do atraso; o poder das oligarquias tem uma tradição de cultuar personagens vivas, no Maranhão não é diferente, há o Tribunal de Contas Roseana Sarney, ponte José Sarney... Os ingredientes que contribuíram para o estado anômalo da democracia no seio da sociedade são os seguintes: as ameaças aos prefeitos promovidas pelos políticos se dizendo emissários dos tribunais segundo denúncias já formuladas pela imprensa e bastidores políticos (não podemos afirmar se as acusações são falsas ou verdadeiras, mas o pavor dos Prefeitos oferece uma grave suspeita); o caixa dois muito tem contribuído para deturpar a verdade eleitoral, a legislação eleitoral vigente destinada a combater os abusos do poder econômico ainda se tornam ineficientes.
Uma população carente em decorrência da falta de espaço físico para desenvolver agricultura e grandes índices de analfabetismo se torna presa fácil dos vândalos políticos. A esmola eleitoral se transforma em um lenitivo para sua miséria em alguns instantes, o ministério público não pode atender em sua plenitude a demanda dos infratores da lei; a legislação eleitoral ainda deixa muito a desejar, com essas falhas os criminosos encontram um campo fértil para saciar a fome do poder político.
O Maranhão começou a despertar para uma nova realidade política e econômica, esperamos e confiamos que essa nova estrutura administrativa do estado venha renovar os critérios políticos e governamentais e que as empresas interessadas em investir no Maranhão não sejam afugentadas pelos possíveis pedidos de propina; o Porto do Itaqui, o primeiro do país em capacidade e o terceiro do mundo não pode ficar em permanente ociosidade; atualmente o Maranhão é um estado com sua economia destruída, os efeitos de uma administração irresponsável nos levou a um estado de decadência semelhante a praga de gafanhotos que destrói as plantações de nossos agricultores.
O novo governo do Maranhão irá enfrentar grandes tempestades políticas, pois o momento impõe reformas político-administrativas que irá contrariar velhas estruturas retrógradas.
A reciclagem se torna imperiosa para a modernização de um estado, este governo que será iniciado em primeiro de janeiro de 2007 mostrará a renovação de métodos e princípios. As barreiras de caráter político e econômico têm de ser removidas com energia e determinação.