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cidadesFuncionários da Eletronorte fazem manifesto de 48 horas

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28 de novembro de 2006
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Por Aurelio Carvalho

Os trabalhadores da Eletronorte desistiram de fazer greve por tempo indeterminado. Segundo o presidente do Sindicato dos Urbanitários, Fernando Pereira, a empresa prometeu cumprir as reivindicações da categoria até o dia 12 de dezembro, e por isso, os trabalhadores decidiram fazer apenas uma paralisação de 48 horas, para mostrar que estão atentos ao cumprimento da promessa. Hoje é o segundo dia da paralisação, que teve início ontem, por volta das 8h.

Os trabalhadores resolveram paralisar suas atividades por que, segundo eles, o Departamento de Estatais (Dest), alterou oito cláusulas de um acordo firmado no dia 30 de maio de 2006, entre Eletronorte e funcionários. "Houve cláusulas, inclusive, que diziam que os trabalhadores teriam que devolver dinheiro à empresa. Por isso resolvemos agir", disse Fernando Pereira.

A primeira paralisação aconteceu nos dias 13 e 14 de novembro deste ano, e também durou 48 horas. Nos dias 23 e 24 de novembro, houve uma reunião, e a Eletronorte corrigiu sete, das oito cláusulas que haviam sido alteradas. Mas como ficou faltando uma pendência em relação ao plano de carreira, a categoria resolveu parar mais uma vez em protesto.

Segundo o Sindicato dos Urbanitários, de 1994 a 1999, a Eletronorte não teria fornecido os benefícios aos trabalhadores, a cada 24 meses - norma contratual que rege o Plano de Carreira dos funcionários da Eletronorte.

Empresa - De acordo com o gerente da regional de transmissão do Maranhão, Mauro Luís Aquino dos Santos, nenhuma decisão sobre as reivindicações de uma greve feita no Estado, são decididas por São Luís. "As negociações são feitas em Brasília e repassadas às regionais. E até o momento, o que chegou até nós, foi a notícia de que até o dia 12 de dezembro, as reivindicações dos trabalhadores serão atendidas", afirmou.

Mauro Luís Aquino disse ainda, que a população não está sendo prejudicada por causa da greve. Segundo ele, apenas a parte de processo de contas e atendimento de pessoal sofreu alterações. "Sempre que precisamos dos grevistas, em momentos de emergência, eles nos atenderam. E dessa vez não está sendo diferente. A população do Estado pode ficar tranqüila, que o fornecimento de energia elétrica continuará funcionando normalmente", garantiu.

A paralisação de mais de 200 funcionários, por 48 horas, está acontecendo nas cidades de São Luís, Miranda, Presidente Dutra, Imperatriz e Porto Franco.

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