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Data de Publicação: 18 de novembro de 2006
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“COVA RASA”

Assassinado a pauladas na noite desta quarta-feira (15), “desovado” e enterrado em um terreno murado, por trás de sua casa, no loteamento Verde Mar (Projeto Marrom), na Rua Henrique Frazão, no Araçagi, o vigia conhecido por Riba, foi identificado, ontem, no Instituto Médico Legal (IML). Trata-se de José de Ribamar Cunha Santos, 35 anos, cujo corpo foi localizado na tarde de sexta-feira (16), em uma cova rasa, de bruços, mas com os calcanhares de fora.

Assassinado dentro de casa - O crime, segundo apurou a polícia, ocorreu na noite anterior (15), na casa do vigia, que ainda lutou bastante com os agressores, mas foi atingido com várias pauladas na cabeça e morreu em conseqüência dos ferimentos. Em seguida Riba foi arrastado para um terreno particular e enterrado em uma cova rasa.

De acordo com o delegado de Paço do Lumiar, Pauliran Pereira de Moura, a vítima aparentemente morava sozinho, não tinha documentos e foi encontrado seminu, vestindo apenas uma camiseta rasgada. “Na casa do vigia foram encontradas manchas de sangue e vestígios de luta. No chão havia também marcas por onde o corpo teria sido arrastado”, afirmou a autoridade policial.

Segundo o cabo Diniz, do Serviço Velado, Nilsomar Mendes Farias ligou para a PM avisando que havia encontrado um corpo, no loteamento Verde Mar. O policiamento velado sob o comando do capitão Brandão iniciou a operação e efetivou a busca do corpo no local, onde encontraram também, uma pá e uma enxada, ferramentas usadas para enterrar a vítima.

Assassinato está elucidado - “Suspeitamos de dois amigos que bebiam com Ribamar e um deles foi preso em flagrante, o outro está foragido”, declarou o Pm Diniz. A polícia prendeu o suspeito Gilberto da Silva Osana, vulgo Carioca, 45 anos, morador na Rua Seis, Quadra 1, no Araçagi. O outro suspeito que ainda está foragido, foi identificado por Franciscleudo Silva, conhecido por Cleudo. Ele deixou uma bermuda suja de sangue, na residência de Carioca, que foi levada na casa do acusado, onde a mãe dele confirmou que a roupa era do filho.

Acusado preso nega envolvimento - Carioca nega qualquer participação no assassinato, alegando que estava dormindo quando Cleudo deixou a bermuda em sua casa. O delegado Pauliran Moura, no entanto, acredita no envolvimento dele, tendo em vista que seria impossível uma só pessoa arrastar o corpo, jogá-lo por cima do muro, cavar a cova e depois enterrá-lo. Pauliran descobriu também, que além de terem bebido juntos, Riba e Cleudo chegaram a discutir e até se engalfinharam no dia anterior.

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