Delegado acredita que garota resistiu à investida sexual
O delegado Reinaldo Barbosa, da Delegacia Especial da Cidade Operária (Decop), afirmou que autuou em flagrante o réu confesso Marco Aurélio Teixeira da Silva, de 19 anos, e o indiciou apenas por homicídio da jovem Elizabeth Pereira Menezes, de 20 anos, cujo corpo foi encontrado nas matas da Maiobinha, na última terça-feira.
Laudos dirão se houve estupro e mais dois homicídios - Reinaldo Barbosa esclareceu, porém, que está aguardando os laudos periciais do IML e do Icrim para saber se a vítima foi ou não violentada sexualmente, tendo em vista a negativa do acusado. Em caso positivo, comprovado o estupro, nada impede que o acusado seja indiciado novamente, tendo em vista que o inquérito ainda não foi concluído. Levantamentos da polícia indicam, também, que Marco Aurélio já seria autor de dois outros assassinatos, pelos quais cumpriu “pena de restrição da liberdade” na Funac (Maiobinha), por ser adolescente infrator à época dos crimes.
Crime cruel e covarde - Como foi noticiado, Marco Aurélio confessou ter assassinado Elizabeth com requintes de crueldade, mas nega tê-la violentado sexualmente. “Ela transou comigo porque quis, não foi obrigada a nada, mas depois não sei o que deu em mim e estrangulei ela”, confessou. Segundo os peritos, havia sinais de luta no local e a jovem foi espancada, torturada, estrangulada e ainda amarrada com fio elétrico, havendo evidências de estupro. Ao lado do corpo os peritos recolheram um pedaço de pau, um gancho e uma estaca, além de um pedaço de madeira introduzido na vagina.
Prometeu emprego e marcou encontro - De acordo com o que foi apurado por policiais da Delegacia Especial da Cidade Operária, Elizabeth, que morava na Vila Conceição, casa 23, bairro São Bernardo, foi atraída por Marco Aurélio, que era amigo da vítima e ex-interno da Funac. Ele teria ligado para Elizabeth dizendo que havia conseguido um emprego para ela e os dois marcaram um encontro no Pingão, na sexta-feira. No sábado houve novo encontro e lá ela foi vista pela última vez, com vida.
Confessou o crime via celular da vítima - Segundo o namorado da garota, cujo nome está sendo preservado, Marco Aurélio ficou com o telefone celular de Elizabeth e ainda ligou para ele e para familiares da garota, dizendo que a havia assassinado e em seguida indicou o local onde estaria seu corpo. Antes de vender o celular para um ambulante da Cohab, ele telefonou para um parente, pedindo dinheiro para viajar, mas este o denunciou à polícia, que o prendeu em um quarto de aluguel, onde ele estava morando.