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TSE nega pedido do PT para investigar PSDB e Geraldo Alckmin

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Data de Publicação: 3 de outubro de 2006
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O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, teve, nesta segunda-feira, duas vitórias no TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O corregedor do tribunal, César Asfor Rocha, decidiu negar pedido da coligação PT-PC do B para investigar o candidato tucano.

Na representação, a coligação de Lula alegava que Alckmin teria praticado abuso do poder político, econômico e dos meios de comunicação de massa --o que incluiria a divulgação de fotos do dinheiro que seria utilizado na compra do dossiê.

Segundo o ministro, não há nenhum indício de provas que corroborem a denúncia protocolada pela coligação de Lula.

O outro pedido apresentado pelos petistas foi redistribuído pelo corregedor dentro do próprio TSE. A coligação de Lula acusa o PSDB, na representação, de estar envolvido em denúncias de desvio de recursos públicos por meio da ONG Nova Política --que seria ligada a políticos do partido.

Nas duas ações, o PT pede a cassação do registro da candidatura de Alckmin ou a impugnação do seu mandato caso seja eleito à Presidência da República.

Rocha alega que o pedido se refere à prestação de contas do candidato, que deve ser analisada pelo colegiado do TSE --e não pela Corregedoria do tribunal. Depois de redistribuído, o processo segue para votação em plenário. O PT tem 72 horas, após a publicação das decisões no Diário da Justiça, para recorrer ao tribunal.

Ao contrário da decisão favorável ao PSDB, o corregedor do TSE decidiu há cerca de um mês abrir processo de investigação a pedido da coligação PSDB-PFL contra o presidente Lula e suspeitos de envolvimento na compra do dossiê.

O tribunal apura o envolvimento de Lula no episódio, assim como a suposta participação do ministro Marcio Thomaz Bastos (Justiça), do presidente do PT, Ricardo Berzoini, dos petistas Gedimar Passos e Valdebran Padilha, e do ex-assessor da Presidência, Freud Godoy.

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