Disputa por maior público do país vira atração das séries A, B e CSão Paulo e Atlético-MG, respectivamente os líderes das Séries A e B, vão brigar até o final do ano por um outro título: maior público do Brasil.
Hoje, o posto é ocupado pelo Galo, que levou 57.851 pessoas ao estádio do Mineirão no último sábado, na vitória sobre o Avaí. O público superou os 55.244 que estiveram no Morumbi, no dia 14, para ver o Tricolor bater o Juventude por 5 x 0. Antes disso, os mineiros já haviam registrado 51.777 na partida contra o Brasiliense.
Agora, o São Paulo espera novamente superar o Atlético-MG. A venda de ingressos para o jogo diante da Ponte Preta, que acontece no dia 2 de novembro, já começou. Ao todo, 68.494 mil bilhetes foram colocados à disposição dos torcedores são-paulinos. "Já estamos conclamando o torcedor para comparecer ao Morumbi. Temos condições de colocar quase 70mil pessoas e já bater novamente o recorde", afirmou o diretor de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes.
O dirigente ainda tenta junto à Confederação Brasileira de Futebol alterar o horário do jogo, inicialmente marcado às 20h30. "É feriado. Já solicitamos à CBF esta mudança, pois não fere o estatuto do torcedor. Estamos esperando uma resposta", disse.
Além do horário, o São Paulo repete o procedimento da partida contra o Juventude, quando o ingresso de arquibancada custou R$ 10. A diretoria queria diminuir ainda mais o valor, mas, pelo regulamento da CBF, este é o valor mínimo permitido.
João Paulo ainda explicou que dois dos quatro jogos que restam para o Tricolor em casa também serão pela promoção da Nestlé, quando o torcedor troca pacotes de biscoito por ingressos. "Teríamos apenas mais um, mas recebemos um pedido da empresa, e aceitamos fazer mais um jogo", disse.
A iniciativa da diretoria tricolor foi 'criticada' pelo Atlético-MG. Segundo Hissa Elias Moysés, assessor da diretora de futebol e responsável pela venda de ingressos, o Galo não precisa de promoções para levar o maior público ao estádio.
"O Atlético vem quebrando recordes de forma natural e não se utilizando de artifícios como outros clubes", atacou Hissa, que citou, além do São Paulo, também o Bahia, líder de público na Série C do Brasileiro.
"O Bahia colocou ingresso a R$ 1 em qualquer setor da Fonte Nova e o São Paulo bateu recorde por causa da promoção da Nestlé. Nós não reduzimos preços para levar público, o nosso torcedor vai pela paixão que tem pelo clube", afirmou o dirigente, que descarta a fazer promoções com reduções de preços de ingresso.