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23 de outubro de 2006

Rejeição, medo e desespero

Os elevados índices de rejeição da senadora Roseana Sarney Murad, aferidos nas últimas pesquisas, deixaram alarmados os coordenadores da campanha da candidata da última oligarquia que se mantém de pé no Brasil. Por ocasião de sua passagem pela região tocantina, no último final de semana, Roseana sentiu na pele a indiferença do eleitorado do sudoeste maranhense, onde ela obteve uma decepcionante votação no primeiro turno.

Ao chegar sexta-feira à noite em Imperatriz, cidade onde ficou em terceiro lugar na votação do dia 1º de outubro, perdendo para Jackson Lago e Edson Vidigal, Roseana amargou mais uma prova da derrota definitiva que se aproxima. Ela foi vaiada durante sua passagem na cidade, quando tentou se apresentar como a candidata oficial do presidente Lula no Maranhão.

O protesto, liderado por petistas, ganhou uma força surpreendente, quando partidários da candidata saíram às ruas com bandeiras e panfletos coloridos, anunciando que Lula está apoiando a campanha da oligarquia no Maranhão. Receosa, Roseana resolveu encurtar sua agenda de visita em Imperatriz e, no sábado de manhã, ao chegar em Açailândia, o constrangimento foi ainda maior, durante uma visita-relâmpago à feira da cidade. Feirantes jogaram tomates na candidata e na comitiva que a acompanhava. Foi um verdadeiro “deus-nos-acuda”.

O ex-deputado federal Onofre Correa, aliado da candidata, chegou a admitir que Roseana estava com medo de enfrentar o povo, e de uma forma cabal saiu de lá convencida de que, da mesma forma que em São Luís, em Imperatriz e nas demais regiões do Estado se agiganta a onda de rejeição ao sarneisismo, que prenuncia a vitória de Jackson.

Com o fiasco de suas andanças pelo interior, com vaias, vaias, muitas vaias, Roseana Sarney começa de forma melancólica a última semana da campanha. Sarney faz o que pode para pressionar, intimidar e arregimentar apoios de última hora, num sinal de que a oligarquia está com os nervos à flor da pele.

O coronel ameaça

O senador José Sarney (PMDB-AP) teria se reunido, quarta-feira da semana passada, com um alto magistrado maranhense, antes de viajar a Pinheiro. O encontro teria sido na Casa do Calhau e obedecido ao velho estilo sarneisista de fazer política.

No comando da campanha eleitoral da filha Roseana ao governo neste segundo turno, Sarney repetiu o discurso dos últimos dias – que faz questão de eleger a filha custe o que custar – e avisou: “se vire”.

O que o velho coronel ainda não percebeu é que o clima no Maranhão anda virado, a rejeição do eleitorado por Roseana vem crescendo nas pesquisas, já tendo ultrapassado a casa de 50%, e as informações sobre as ameaças que o senador vem fazendo a seus interlocutores vazam e só fazem aumentar a onda Jackson. A campanha do candidato do PDT já avisou: estão de olho!

Repeteco de Luizianne I

Publicado pelo Portal AZ, do jornalista Arimetéia Azevedo: “Luizianne Lins, uma deputada estadual petista, rebelou-se e obteve a nomeação do partido para disputar. Venceu a eleição.

Pois parece que agora a história pode se repetir, e não como farsa, como propôs um dos ídolos petista, Marx. E será no Maranhão, onde Lula recebe apoio da oligarquia mais longeva da política brasileira, enquanto o PT local, que bem conhece os Sarney, preferiu a companhia do pedetista Jackson Lago.

Sondagens de um instituto local, o Constat, têm reiteradamente mostrado que a senadora Roseana Sarney está em má situação com os eleitores. Um dos números é surpreendente: o candidato Jackson Lago teria, na cidade de Imperatriz, a segunda maior do Estado, 80% das intenções de voto, enquanto na Ilha rebelde (São Luís) 67% apoiariam seu ex-prefeitos.

Repeteco de Luizianne II

Confirmados nas urnas os números do Constat, Lula sofreria uma derrota considerável, embora, certamente escaldado pela amarga experiência cearense de dois anos atrás, tenha preferido não cutucar onça com vara curta.

Seja como for, uma eventual derrota da oligarquia Sarney no Maranhão seria bom não apenas para aquele Estado, mas para todo o país.

Sim, porque enfraqueceria o poder do ex-presidente, que foi salvo na última hora de perder sua cadeira no Senado por uma operação determinada por Lula”.

Eleição na OAB-MA 1

Numa festa que reuniu advogados de todos os segmentos, além de empresários, políticos, jornalistas, estudantes de Direito e outros representantes da sociedade civil, José Caldas Góis apresentou ontem, no Iate Clube, a chapa com que concorrerá, em novembro, a um segundo mandato na seccional maranhense da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB-MA. Propondo uma renovação de mais de metade do atual Conselho da Ordem, a chapa Clineu César Coelho reúne advogados que pertenciam a grupos que na eleição de 2003 pertenciam a outros grupos, o que demonstra o reconhecimento de todo o conjunto dos profissionais do Direito ao trabalho desenvolvido pela atual diretoria da instituição.

Caldas Góis, na próxima gestão, terá como vice-presidente José Guilherme Zagalo, enquanto nos cargos de presidente das Caixa de Assistência ao Advogado – Caama e no Conselho Federal da Ordem serão mantidos os atuais, respectivamente, Carlos Roberto Feitosa e José Brito de Souza, Raimundo Marques e Ulisses Martins de Souza. Caldas Góis privilegiou também a nova geração de advogados e as mulheres, que hoje representam cerca de 50 por cento da categoria no Estado.

Eleição na OAB-MA 2

Veja como ficou a composição da chapa Clineu César Coelho:

Diretoria – José Caldas Góis (presidente), José Guilherme Zagalo (vice-presidente), Maria de Fátima Buhatem (secretária-geral) e Gerson Nascimento (tesoureiro).

Conselheiros titulares – Adalberto Leite, Arnaldo de Assis Bastos, Benedito Ferreira Lemos, Carlos Gustavo Castro, Carlos Seabra Coelho, Charles Miguez Dias, Gilson Ramalho de Lima, Ítalo Gomes de Azevedo, Joana d´Árc Rabelo, João Batista Dias, Jouglas Bezerra Júnior, Kleber Moreira, Marcos Aurélio Santos, Mário Macieira, Marise Abdalla, Ricardo Almeida Teixeira, Sálvio Dino Júnior, Petrônio Alves Macedo e Windsor Silva dos Santos.

Conselheiros suplentes – Adriano de Paiva, Antônio Roberto da Costa, Antônio Pires da Costa, Haroldo Soares Filho, Jezanias do Rego Monteiro, José Alencar de Oliveira, Lucyléia França, Luiz Américo de Castro, Marco Antônio Lara, Maria de Fátima Leite, Natacha Veloso Cerqueira, Pedro Jarbas da Silva e Tadeu de Jesus Carvalho.

Conselheiros federais – José Brito de Souza, Raimundo Ferreira Marques e Ulisses César Martins de Souza (titulares) e Carlos Augusto Couto e Jânio de Oliveira (suplentes).

Caama – Carlos Roberto Feitosa Costa (presidente), José Olívio Rosa, Christian de Oliveira, Lúcio Flávio Castro e Vandir Bezerra Fialho (titulares) e Francisco Gomes Feitosa, Rosângela Goulart e Otávio Ribeiro (suplentes).

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