Dunga explica ausência de Dida na Seleção
Nas três convocações que realizou, para os amistosos contra Noruega, Argentina e País de Gales e Kuwait e Equador, Dunga chamou, até agora, três goleiros: Gomes (PSV-Holanda), Fábio (Cruzeiro) e Helton (Porto-Portugal). Dida, um dos melhores da posição, nunca estava na lista. Ontem, em entrevista ao programa Esporte Espetacular, da Rede Globo, Dunga explicou o motivo dessas ausências. Segundo o treinador da Seleção Brasileiro, o goleiro do Milan, da Itália, ligou para a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pediu para nunca mais ser chamado.
“Ele tomou esta decisão e não queremos jogadores sem vontade na Seleção Brasileira. Todos precisam estar cem por cento à disposição e totalmente focados”, disse. Dida foi convocado 133 vezes, tendo participado de três Copas do Mundo: 1998, na França, 2002, na Coréia do Sul e Japão e 2006, na Alemanha. O goleiro ainda disputou os Jogos Olímpicos de Atlanta, nos Estados Unidos, em 1996.
Sua grande oportunidade no grupo do Brasil aconteceu na Copa da Alemanha, quando o então técnico Carlos Alberto Parreira lhe concedeu a camisa titular. No entanto, a derrota para a França nas quartas-de-final pôs fim à trajetória da seleção no Mundial. Agora, está certo que a eliminação também marcou o fim da carreira do arqueiro com a Amarelinha.
Aos 32 anos, Dida preferiu não dar justificativa de sua decisão de abandonar as convocações. Desde que assumiu a seleção, Dunga vem advertindo que todo jogador que estiver disposto a atuar pela equipe tem chances de ser convocado. Neste domingo, inclusive, o comandante elogiou a vontade de Ronaldo em seguir ajudando o país.