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NacionalCentrais recuam e pedem a Lula mínimo de R$ 350 a partir de abril

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20 de janeiro de 2006

Depois de quatro horas de negociação com o ministro Luiz Marinho (Trabalho), as centrais sindicais recuaram mais uma vez e aceitaram reduzir a reivindicação de reajuste do salário mínimo para R$ 350 a partir de abril. Apesar disso, ainda não está definido se o governo aceitará pagar o novo salário. Hoje o mínimo está em R$ 300.

Após a reunião com as centrais, Marinho ficou de conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para saber se será possível atender à nova proposta das centrais. Pelos cálculos do governo, cada mês de antecipação do mínimo custa R$ 1,060 bilhão aos cofres públicos.

Ao chegar ao encontro de ontem, as centrais pediam um mínimo de R$ 350 a partir de março e um reajuste para a tabela de Imposto de Renda de 10%. O governo havia sinalizado que aceitava pagar R$ 350 em maio ou R$ 340 a partir de março. A mudança para abril representaria um acordo intermediário entre a reivindicação das centrais e a disposição do governo.

No entanto, as centrais não deverão ter facilidade para fechar o acordo da correção da tabela de IR. A equipe econômica está disposta a desvincular a negociação do mínimo da tabela de IR. Na melhor das hipóteses, acena com a possibilidade de pagar uma correção de 7%. Integrantes das centrais sinalizaram que aceitariam 8% de correção se o governo se comprometesse a criar uma política de recomposição do poder de compra do mínimo e antecipação do reajuste para janeiro a partir de 2007.

Reivindicações – No início das negociações, as centrais sindicais cobravam do governo um reajuste do mínimo para R$ 400 e a correção da tabela em 13%. Mais tarde, reduziram a reivindicação para R$ 360 de mínimo e 10% de correção de IR. Na última semana aceitaram baixar o reajuste do mínimo para R$ 350 desde que o reajuste fosse antecipado de maio para março.

Mas o governo informou que o custo dessa antecipação seria de R$ 2 bilhões, o que inviabilizaria o atendimento de todas as reivindicações. A partir daí, o governo – que não fez concessões desde que começaram as conversas – começou a sinalizar que só haveria acordo com redução do mínimo, manutenção do reajuste em maio ou desvinculação desse reajuste da correção da tabela de IR.

Reunião – Ainda ontem, no final da tarde, o ministro Luiz Marinho se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para obter dele uma resposta sobre a nova proposta apresentada pelas centrais sindicais. A reunião no Planalto contou também com a presença dos ministros da Fazenda, Antônio Palocci, e da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Luiz Marinho esperava fechar acordo sobre o valor do novo salário mínimo ainda ontem, segundo o chefe-de-gabinete do ministério, Marco Antonio Oliveira. Porém, até o fechamento desta página ainda não havia saído o resultado da reunião.

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