Milhares de pessoas estão prestando as últimas homenagens à presidente do Partido Comunista do Chile, Gladys Marín, que morreu na madrugada deste domingo, vítima de um câncer no cérebro.
Marín tinha 63 anos e foi uma das mais ferrenhas opositoras ao governo do general Augusto Pinochet, nos anos 70 e 80. Em 1998, ela deu entrada ao primeiro processo judicial contra o ex-presidente por abusos contra os direitos humanos.
Os chilenos que foram ao velório, realizado no antigo prédio do Congresso Nacional em Santiago, depositaram rosas vermelhas junto ao caixão.
O governo do Chile decretou dois dias de luto oficial.
Resitência - Vários representantes da classe política chilena expressaram suas condolências à família de Marín, como a deputada Isabel Allende, filha do ex-presidente Salvador Allende, deposto por um golpe militar, em 1973. O enterro será na terça-feira, para coincidir com a comemoração do Dia Internacional da Mulher.
Marín teve uma longa trajetória política, sendo eleita deputada duas vezes antes do golpe, quando seu partido foi declarado ilegal.