Por Wellington Rabello
Os acusados de envolvimento no assassinato do adolescente José Antônio Brito Júnior, morto em junho de 1988, José Gerardo e José Rodrigues, o Zé Júlio, voltaram a comparecer na sala de audiência da 2ª Vara Criminal do Fórum Desembargador Sarney Costa, no Calhau.
Na audiência de ontem deveriam ter sido ouvidas as testemunhas de defesa de Airton Godin – outro envolvido - e de Zé Júlio, mas só compareceram as do primeiro. As do segundo acusado serão ouvidas em Imperatriz, por meio de carta precatória.
A defesa de Airton arrolou sete testemunhas, mas somente seis se fizeram presentes: Francisco Ferreira Magalhães de Almeida, Leila de Jesus Tajra Assunção, Joaquim Vila Nova Assunção Neto, Ivaldo dos Santos Cardoso, Antônio de Pádua Sousa da Silva e José dos Santos Carvalho.
O depoimento de cada testemunha foi bastante rápido, principalmente porque somente o juiz José Joaquim dos Anjos Figueiredo, titular da 2ª Vara, fez os questionamentos, apesar dos advogados de cada um dos quatro acusados estarem na audiência.
O Ministério Público estava representado pelo promotor Ronald Pereira dos Santos, que responde pela Promotoria de Justiça no lugar da titular, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, que está em férias. Ele também é o autor da denúncia, segundo informou, por acreditar que há elementos probatórios robustos contra os acusados.
Inconsistência – Na opinião do promotor, todos os depoimentos foram inconsistentes e, em nada prejudicam a acusação apresentada pelo Ministério Público contra os réus.
De acordo com Ronald dos Santos, a defesa se limitou apenas a prestar referências aos antecedentes do acusado Airton Godin, sem se referendar aos fatos que o vinculam aos seus delitos, conforme descrito na denúncia do MP. “Os depoimentos foram bastante superficiais e evasivos, não afastando a responsabilidade criminal apontada ao acusado”, complementa.
Pelo contrário, como afirmou o promotor, todos os fatos criminais que são atribuídos a Airton Godin estão plenamente provados, até a presente agora. Ronald dos Santos, em nome do MP, fez referências ao dinamismo e desprendimento do juiz José Joaquim dos Anjos Figueiredo na condução das audiências, o que causa tranqüilidade ao MP.
A próxima audiência ocorrerá no dia 11 de março, na qual serão ouvidas as testemunhas de defesa do ex-deputado José Gerardo. As do médico legista Badan Palhares darão seus depoimentos por meio de carta precatória, em São Paulo.