O Brasil utilizava os acordos com o FMI (Fundo Monetário Internacional) como uma “espécie de seguro” contra eventuais crises de confiança do mercado financeiro seja por razões externas - como aconteceu durante a crise argentina, em 2001- ou internas, como nos meses antes da eleições presidenciais de 2002.
Pelos acordos com o FMI, o Brasil se comprometia a fazer superávits primários, um dinheiro economizado para o pagar os juros e, com isso, impedir o descontrole do gerenciamento da dívida pública. No último acordo, o comprometimento fiscal era de 4,25% do PIB.
Quanto maior o aperto fiscal, menores são os recursos disponíveis para investimentos em geral. Sem o FMI, é possível agora que o governo afrouxe suas metas fiscais, liberando assim mais dinheiro para investimentos. Por outro lado, o governo não poderá liberar completamente seu caixa para não cair no descrédito dos investidores. Ou seja, deverá continuar com metas fiscais próprias.