Caro Dr. Pêta;
Mais uma vez o «sonho» de Roseana ser ministragorou.
Parece coisa feita. Mais de três meses só de vexame. O Sarney deve tá
puxando os fios do bigode de tanta raiva e humilhação. O Lula tá humilhando o
Sarney. Será que este povo ainda não percebeu a manobra de Lula? Severino deu
omoteque Lula precisava. Toma!
Cordeiro Filho
ex-vereador/cartunista
Bom dia, Dr. Pêta;
"O homem honesto goza da consideração
pública sem procurar, e por assim dizer, quase forçado". (Sebastian Roch
Nicolas de Chamfort)
Assim foi Henrique Leocádio, tão honesto que
foi aclamado pelo povo buritibravense como seu libertador, aquele que traria a
Buriti-Bravo a esperança de viver e não mais vegetar como vinha vegetando há
mais de vinte anos. Foi um sonho que iniciara, mas que precisa ser continuado,
vivido e buscado. De ex-prefeito, João Henrique Leocádio passou a ser mártir,
aquele que sofreu para sustentar a fé de que Buriti-Bravo não é mais uma
terra de um só dono, mas de vários, vários que fizeram de João Henrique
Leocádio a voz que clamaria e lutaria por dias melhores.
Não se pode "engolir" a idéia que se
tem tentado firmar de que acontecera um suicídio. Como um homem honesto,
querido pelo povo, paciente e encorajador cometeria tal atrocidade? João
Leocádio não venceu as eleições em Buriti-Bravo, mas foi eleito pelo povo,
pois em se tratando de uma terra onde o dinheiro e as ameaças comandadas por
uma oligarquia sempre prevaleceram, esses dois termos têm uma conotação
diferente. Em tantos anos de política, não se soube de um homem tão corajoso
que se levantara para lutar em favor de seu município; e, mais, totalmente
apoiado pela maioria, um povo que procura viver e, agora que surgira, por que
este homem se suicidaria? Não tem como responder, porque não há resposta para
uma pergunta sem fundamentos como está!!
Apenas uma pergunta entre tantas se pode levar em
conta: "Quem teria interesse nesse homicídio"? Questiono-me: o que
João Henrique Leocádio estava descobrindo em Buriti-Bravo que poderia causar
tanto medo e raiva que poucos, descontentes com seu início de governo
transparente, pudessem tirar a vida deste homem?
O código penal brasileiro no Art.121, 2, item IV
diz: "Se o homicídio é cometido à traição, de emboscada, ou mediante
dissimulação ou outros recurso que dificulte ou torne, impossível a defesa do
ofendido, a pena prevista é de doze a trinta anos de reclusão". O que se
quer é que justiça seja feita. Se o corpo fora encontrado em local afastado da
cidade, com um tiro à queima-roupa na cabeça, em meio a mato, folhagens e
local isolado, como pode ser caracterizado? Emboscada? Só a polícia poderá
responder após suas investigações. É o que espera uma população chocada,
entristecida e abalada. Mas devemos lembrar que os fatos falam por si: o
prefeito disse em entrevista a este jornal que estava ameaçado de morte, isto
não conta nas investigações?
Aqui, venho eu, uma cidadã que não quer perder
as esperanças de que a justiça será feita. Venho até vos, porque espero que
vocês como único veículo de comunicação que tem cobrado soluções e não
tem tido medo de buscar a verdade que fará justiça a este homem que teve
apenas quarenta anos de vida, deixando esposa e duas filhas, deixe calar a voz
que clama por justiça. Não se deixem intimidar e calar, pois precisamos de um
meio que faça ouvir nossa sede e vontade por justiça, uma vez que outros meios
de comunicação apenas mostraram pequenas notas e, que acima de tudo, querem
tornar verdade uma falsa idéia de suicídio.
Perguntem, busquem, exijam aquilo que com a
liberdade de imprensa que possuem podem fazer e que nós como simples cidadãos
não podemos expor.
(Nádia Rúbia Oliveira da Silva)
Nota do editor –As
cartas e e-mails endereçados aoJPe ao Dr. Pêta devem conter nome,
endereço e o telefone dos respectivos autores.