O Ministério Público Federal e a Polícia Federal fizeram uma operação e apreenderam documentos na casa do empresário Edemar Cid Ferreira, dono do Banco Santos, nesta terça-feira (1º/3). O Banco Santos está sob intervenção do Banco Central desde o dia 12 de novembro do ano passado.
O MPF e a PF foram cumprir mandado de busca e apreensão determinado pelo juiz Fausto Martins de Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal. Foram apreendidos R$ 50 mil, US$ 4 mil dólares e 10 computadores.
O juiz determinou o seqüestro de todas as obras de arte do empresário. Agora, ele está impedido de vender as obras que estavam em sua casa no Morumbi e em um depósito no bairro Jaguaré. Sanctis também determinou o seqüestro da casa de Edemar Cid Ferreira.
O advogado Ricardo Tepedino, do escritório Sérgio Bermudes, que representa o empresário, disse à revista Consultor Jurídico que a operação aconteceu “no maior clima de civilidade”.
Segundo o advogado, Edemar Cid Ferreira entregou seu passaporte para a Polícia Federal, apesar de não ter sido feito esse pedido. Tepedino disse que está analisando quais serão os próximos passos no caso.
Participaram da operação os procuradores Silvio Luis Martins de Oliveira e Anamara de Sordi.
Histórico - Depois de seis meses de fiscalização, o Banco Central anunciou intervenção no Banco Santos em 12 de novembro do ano passado. A justificativa para a intervenção foi a deterioração das finanças do banco e supostas irregularidades cometidas por seus administradores.
O banco era controlado por Edemar Cid Ferreira. Segundo o BC, a análise prévia feita na instituição aponta para um patrimônio líquido negativo de cerca de R$ 100 milhões. Para voltar a operar, de acordo com o BC, o banco precisaria de R$ 700 milhões.
(Débora Pinho - Consultor Jurídico)