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Donos de casas lotéricas vão à PM pedir mais segurança

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Data de Publicação: 2 de março de 2005
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Por Aurelio Carvalho

Representantes das casas lotéricas de São Luís se reuniram com o coronel Fernando Torres, da Polícia Militar, para pedir mais proteção em seus estabelecimentos.

Em documento entregue ao coronel, eles reivindicaram, entre outras coisas, mais rondas nos locais próximos às loterias e maior empenho nas investigações para tentar reaver o dinheiro roubado nos assaltos que sofrem.

Estiveram presentes à reunião a presidente do Sindicato dos Empresários Lotéricos, Lúcia Oliveira - que também administra as loterias da Vila Embratel e da Liberdade -, e proprietários das loterias dos bairros Vinhais, Filipinho e Centro (Cajazeiras).

De acordo com a presidente do sindicato, de dezembro de 2004 até março de 2005, a proporção foi de dois assaltos por cada casa lotérica da capital. Do dia 1o até o dia dez de cada mês, a ação dos ladrões se intensifica, já que se trata de um período de pagamentos de contas, recebimentos de salários, aposentadoria etc.

“Eu fui assaltada três vezes em apenas 15 dias. Só não levaram mais dinheiro porque só podemos ter R$ 1 mil em cada caixa; o resto é guardado em cofres que não temos como abrir. Então, precisamos de algo que iniba a ação dos ladrões. Do jeito que está, fica difícil trabalhar”, disse Lúcia Oliveira.

Segundo ela, os assaltos são praticados, na maioria das vezes, por menores de idade, usando revólver. Eles roubam desde aparelhos celulares dos clientes até o dinheiro que está no caixa.

Segurança – Apesar de as casas lotéricas pertencerem à Caixa Econômica Federal, a única segurança fornecida pelo banco é o transporte de valores, que, de acordo com os empresários, só beneficia alguns estabelecimentos.

Sendo assim, para se proteger, os donos de loterias utilizam câmeras de vídeo, alarmes e celulares das viaturas policiais de cada bairro. Somente este último tem funcionado com maior precisão.

“A polícia deixou com a gente um número de telefone móvel para entrarmos em contato com as viaturas, no primeiro sinal de assalto. E realmente dá certo. A gente liga e imediatamente a polícia chega. O problema é que muitas vezes eles conseguem prender os ladrões, mas nunca pegam o dinheiro de volta. Então, nosso prejuízo acaba sendo muito grande”, diz a proprietária da loteria do Vinhais.

De acordo com o coronel Torres, haverá uma reunião com a equipe da polícia militar para traçar estratégias de combate a esses assaltos . “Enquanto isso, vamos continuar as rondas e fazer o monitoramento de pessoas suspeitas. Também, em cada casa lotérica, vamos deixar um telefone de contato da polícia mais próxima de cada bairro”, garantiu o militar.

Está marcada para a próxima segunda-feira, às 17h, uma reunião com representantes das casas lotéricas e da Caixa Econômica Federal, para estudarem medidas de prevenção à ação dos bandidos.

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