O líder do governo na Assembléia Legislativa, deputado Carlos Braide (sem partido), disse, quinta-feira, na tribuna da Assembléia Legislativa, que o governador José Reinaldo Tavares (PTB) tem todo o direito de se ausentar do Brasil com sua família sem comunicar seu destino, pois saiu do país apenas para resolver problemas particulares.
Segundo Braide, o governador cumpriu todas as formalidades do Decreto Legislativo número 303, de 14 de dezembro de 2004, que faculta ao chefe do Poder Executivo estadual se ausentar do país por determinado período, para resolver problemas pessoais ou administrativos.
A mensagem número 08/05, de autoria do governador José Reinaldo Tavares, que solicitava sua ausência do país no período de 16 a 21 deste mês, foi publicada ontem no Diário Oficial da Assembléia e aprovada em plenário, por unanimidade, pelos deputados presentes.
Assuntos pessoais - Para Braide, o governador José Reinaldo não comunicou seu destino e de sua família no exterior porque foi tratar de assuntos pessoais. “Se toda vez que a imprensa nos provocar contra o governador usarmos a tribuna para defendê-lo ficaremos sem tempo para trabalhar”, disse Braide.
Segundo o deputado, depois que o governador se manifestou contra a forma de governar do grupo comandado pelo senador José Sarney (PMDB/AP), ele vem sendo alvo de constante patrulhamento ideológico. “Até por uma viagem ao exterior ele vem sendo atacado. É o cúmulo da perseguição política”, lamentou Braide.
Buriti Bravo - Com relação ao pedido do governador para a Polícia Federal resolver o rumoroso assassinato do ex-prefeito de Buriti Bravo, João Leocádio (PDT), Braide foi taxativo, dizendo que “todos sabem que a PF tem instrumentos mais sofisticados e eficientes para resolver, detectar vestígios e promover uma investigação mais rigorosa de crimes misteriosos como este”.