Caro Amigo Dr.Pêta;
Nos últimos dias especula-se muito sobre o bem
falado Pólo Siderúrgico.Falta sinceridade no que dizem.Todos tem uma opinião,
mas faltam-lhes coragem de externar publicamente se são contra ou a favor.
É mais conveniente sofismar.
Muita gente já ouviu falar no Tratado de Kioto.
Tratado este que estabelece prazo para a diminuição da emissão de gazes
poluentes pelos países desenvolvidos e ou em desenvolvimento. Mais de cem
países assinaram, inclusive o Brasil. O Estados Unidos não.
E eles se defendem dizendo que não podem
diminuir o desenvolvimento em detrimento de outras nações. Eles têm
compromisso de garantir empregos para a sua gente. Não há pecado nisso.
Por outro lado, nós que ainda nem começamos a
provar da industrialização, e já estamos nos mobilizando para dizer
não.
Nós de São Luís já tivemos que nos organizar
para não deixar se instalar em nossa ilha a Alcoa (consórcio Alumar). Acho que
foi uma luta importante, pois fez com que aindústria alumata(como
chamava o bravo poeta Nascimento de Moraes) se cercasse de instrumentos de
proteção ao meio ambiente e fizesse com que os efeitos desta poluição ainda
não fora sentida.
No Brasil temos um caso bastante significativo da
questão poluição, que é o município de Cubatão em São Paulo. Cubatão foi
considerada o pior exemplo de poluição que já tivemos. Hoje o quadro é
outro.
A cidade de Volta Redonda, no Estado do Rio de
Janeiro, é um exemplo de harmonia entre a cidade e a
siderúrgica.
Defendo publicamente que São Luís tem tudo para
ser um pólo turístico e cultural, baseado na vocação natural deste
povo inteligente e hospitaleiro. Faltam investimentos maiores nestas áreas,
confesso. Mas, também, há de se perceber que a natureza foi bastante
generosa em nos dar um porto natural, que é Itaqui, e que precisa ser
utilizado, assim como a estrada de ferro, as rodovias, etc. O ambiente
favorável existe. O povo tem pressa.
Não é justo não aproveitarmos este momento.
Tomemos as medidas necessárias, a fim de que afaste os fantasmas da poluição.
Temos que exigir que as
desapropriações sejam justas e suficientes para que as pessoas não se sintam
prejudicadas.
O pior que pode acontecer não é que ela se
instale aqui, e sim que seja em outro estado.
Sou da opinião de que em vez de estarmos
preocupados com a extinção do Mico Leão Dourado, deveríamos estar
preocupados é com o homem.
Nesta semana que passou, fiquei estarrecido mais
uma vez com a notícia da morte por inanição de crianças indígenas no Mato
Grosso. Tudo isso sob o manto do programa Fome Zero.
Cordeiro Filho
ex-vereador/cartunista
Jantar com o presidente
Há muito que a imprensa estadual vem noticiando
manobras da Seccional do Maranhão da Ordem dos Advogados do Brasil na tentativa
de lançar os advogados contra a direção da subseção de Imperatriz-MA., a
fim de justificar uma intervenção, em razão de a direção local não ter
apoiado a chapa que foi eleita no Estado. Tais manobras levaram a subseção de
Imperatriz a ficar sem energia elétrica, sem telefone, sem água, sem internet
e até sem papel para a impressora, a ponto de as correspondências serem
escritas a mão. A verdade é que o grupo que domina a OAB, no Estado, jamais se
conformou de ter, na maior subseção do Maranhão uma Direção que apoiou
outra candidatura.
Como as tentativas de incitar a classe dos
advogados contra a direção da subseção de Imperatriz não surtiram o efeito
esperado, no último dia 11 de março pousou em Imperatriz uma comitiva
encabeçada pelo presidente e vice-presidenta, composta de conselheiros da
seccional do Estado do Maranhão, num total de 08 (oito) integrantes, convidando
os advogados da cidade para um elegante e rico jantar de confraternização, no
que a comitiva foi correspondida, com o comparecimento de considerável número
de profissionais do Direito, alguns acompanhados de seus familiares e amigos,
para aquele encontro que se pressupunha ser um evento festivo e alegre.
Durante o jantar, entretanto, de modo
surpreendente e deselegante, eis que o presidente da seccional, Dr. José Caldas
Góis, usou de um microfone para transformar aquele encontro social dos
advogados, seus familiares e convidados em uma inusitada seção de prestação
de contas da OAB. Embora os números estatísticos apresentados fossem
totalmente desvirtuados da verdade, em relação à subseção de Imperatriz, o
presidente seccional não ofereceu oportunidade para qualquer comentário sobre
a sua prestação de contas. Por ser um restaurante lugar público e
inapropriado para a discussão de uma prestação de contas, e em respeito aos
familiares e convidados presentes, nem o presidente da subseção e nenhum
advogado de Imperatriz pediu a palavra para, nesse momento, questionar aqueles
números.
José Agenor Dourado
OAB-Imperatriz-MA
Amigo Dr. Pêta;
É incrível, o programa todo "Roda
Viva" para Sarney responder sobre a sua vida política, e ninguém fez
perguntas que não fossem ensaiadas antes da gravação. Também não tiveram
coragem de fazer ao vivo!
Sarney falou que a biografia de Getúlio Vargas
melhorou porque cometeu suicídio quando estava sofrendo uma grande
pressão política, passando assim de bandido para herói. Pergunto: por que ele
não faz o mesmo?
(Frederich Marx, estudante, São Luís)
Nota do editor –As
cartas e e-mails endereçados aoJPe ao Dr. Pêta devem conter nome,
endereço e o telefone dos respectivos autores.