Jornal Pequeno - 57 anos
São Luís,
Direito 2 - Notícias de Direito a cada 1 hora

Política
Senado cria CPIs do caso Waldomiro e das privatizações
Sarney diz que duvida que sua filha vá para o PMDB
OLIGARQUIA SARNEY EM QUEDA LIVRE: Ministério é prêmio de consolação (2)
Líder governista rebate acusações feitas pelo senador João Alberto
Estradas Fantasmas - Entidades maranhenses protocolam em Brasília dossiê contra Roseana
Deputado defende investigação do polo de confecções de Rosário
Criação de novos municípios provoca debate acalorado na AL
Comissão da AL vai a Vitória para investigar conflito
ASSASSINATO DO PREFEITO - Juiz decreta sigilo total no caso João Leocádio

ASSASSINATO DO PREFEITO - Juiz decreta sigilo total no caso João Leocádio

Diminuir corpo de texto Aumentar corpo de texto

Data de Publicação: 17 de março de 2005
Envie para: Envie para o Del.icio.us  Envie para o Digg  Envie para o Reddit  Envie para o Simpy  Envie para o Yahoo My Web  Envie para o Furl  Envie para o Blinklist  Envie para o Technorati  Envie para o Google Bookmarks  Envie para o Stumble Upon  Envie para o Feed me links  Envie para o Ma.gnolia  Envie para o Newsvine  Envie para o Squidoo  

Por Oswaldo Viviani-De

Buriti Bravo

O juiz Marco Aurélio Barrêto Marques, da Comarca de Passagem

Franca, acatou ontem pela manhã o pedido do delegado Hagamenon de Jesus Azevedo

de decretação de sigilo total das investigações referentes à morte do

prefeito de Buriti Bravo, João Henrique Borges Leocádio.

Para justificar o pedido, deferido pelo juiz Marco Aurélio, o

delegado Hagamenon, lotado na Deic (Departamento Estadual de Investigações

Criminais), argumentou que, nessa fase das investigações, o trabalho policial

poderia ser comprometido com a divulgação dos fatos que estão sendo apurados.

Com a decisão, a divulgação, marcada para ontem, dos

resultados dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) e do Instituto de

Criminalística foi suspensa.

Sigilo total nas investigações -No documento encaminhado

ao secretário de Segurança Pública, Raimundo Cutrim, através do ofício nº

35/2005, o magistrado determina que "Ante o exposto (pelo delegado da

Secretaria da Segurança Pública), e de acordo com o bem lançado parecer

ministerial, e por tudo mais que do expediente consta,defiro o pedido de

Sigilo Total das investigações constantes do IP/011/05-Deic/DCCO, inclusive

com a proibição da divulgação dos resultados periciais e médico-legal, até

a conclusão das investigações...".O juiz conclui advertindo que,em

caso de descumprimento incorrerá a autoridade representante em crime de

desobediência(C.P. Art. 330).

JP em Buriti Bravo -A reportagem do Jornal Pequeno tentou

falar ontem, em Buriti Bravo, com o delegado Hagamenon de Jesus Azevedo, que

preside o inquérito policial, mas o policial se recusou a prestar

declarações.

O juiz Marco Aurélio falou aoJPinformalmente, no hotel

Fortaleza (centro da cidade), em que estão hospedados todos os promotores do

Ministério Público e policiais enviados pelo Governo do Estado para investigar

a morte do prefeito.

De acordo com Marco Aurélio, houve uma reunião no Fórum da

cidade entre ele, o delegado Hagamenon e os três promotores que atuam no caso,

e foi pactuada a necessidade da decretação do sigilo.

"Lei da mordaça"- Do lado de fora do Fórum, a

unanimidade dos integrantes de um grupo de cerca de 30 pessoas que acompanhava o

desenrolar das investigações – todos amigos ou familiares do prefeito

assassinado – se manifestou contrária à "lei da mordaça" nas

investigações de agora em diante.

Todos avaliam que o motivo real para a proibição da

divulgação das informações sobre o caso é a tentativa de "esconder

alguma coisa", ao mesmo tempo, ganhar tempo para que a população

"esfrie os ânimos".

Ontem, passada quase uma semana do assassinato de João

Leocádio, ocorrido no dia 10 passado, o clima na cidade ainda era de

consternação e revolta.

Pela manhã, mais de 20 pessoas – tendo à frente Sebastião

Leocádio Sobrinho, pai de João Leocádio – se dirigiram ao local do crime,

numa estradinha estreita que leva ao povoado conhecido como

"Gameleira", para instalar uma cruz, acender velas e orar pela alma do

prefeito assassinado.

Para as 19h30, estava marcada a missa de Sétimo Dia, que, pelo

que se comentava na cidade, poderia se transformar num ato de protesto contra

duas coisas: o assassinato do prefeito e a hipótese de suicídio,

insistentemente levantada por algumas autoridades policiais.

Leocádio estava com cerca de R$ 5 mil quando

foi morto

O prefeito de Buriti Bravo, João Leocádio (PDT), morto com um

tiro no ouvido direito, no último dia 10, carregava um maço com cerca de R$ 5

mil quando foi assassinado.

A revelação é da viúva do prefeito, Arlete Jatai, que

afirmou à reportagem doJPque percebeu que Leocádio retirou alguma

coisa de dentro do guarda-roupa, antes de sair de casa "para resolver uma

coisa", conforme disse, e logo depois foi encontrado morto.

Assim que João Leocádio saiu, Arlete teria ido verificar no

móvel. Ela descobriu que num maço de R$ 10 mil que o prefeito guardava só

havia R$ 5 mil.

Segundo Arlete, o dinheiro desapareceu. Com a vítima, a

polícia afirmou que só foram encontrados R$ 141, que estavam em sua carteira.

Quatro balas– Arlete Jataí também afirmou aoJPque

João Leocádio tinha o costume de só colocar quatro balas no revolver Taurus,

calibre 38 (de cinco balas, e não seis, como é mais comum), que começara a

usar na campanha eleitoral, depois que passou a receber constantes ameaças de

morte.

A viúva do prefeito mostrou à reportagem doJPa bala

que restou da cartela que Leocádio comprou para municiar sua arma.

Vários amigos e familiares do prefeito que chegaram ao local do

crime imediatamente depois do ocorrido garantiram que os próprios soldados PMs

Nonato e Góis, que retiraram o revólver do prefeito da cena do crime e

manipularam o cadáver – procedimentos policiais considerados irregulares –

afirmaram que as quatro balas estavam intactas.

Ferrir Jacques Pinto de Lima, que havia trabalhado como

segurança de João Leocádio durante a campanha eleitoral, e que aconselhou o

prefeito a passar a andar armado, afirmou que quando o soldado Nonato ainda

estava com a arma na mão, conseguiu cheirar o cano e constatou que não havia

odor de pólvora.

Recomende esta página Imprimir esta Matéria

Links Patrocinados
 
Jornal Pequeno - O Órgão das Multidões
Copyright 2002 - 2008 Jornal Pequeno. Todos os direitos reservados
Rua Afonso Pena, 171, Centro - São Luís - MA
(98) 3232-7642 Geral - redacao@jornalpequeno.com.br