Por Wellington Rabello
Alguns estudantes que cursavam o 8° período do Curso de Direito do Uniceuma, Campus II, compareceram ao Jornal Pequeno para denunciar que teriam sofrido perseguição por parte da professora Adriana Mendonça, coordenadora do Estágio Simulado, o que fez com que eles pedissem transferência para a Faculdade São Luís.
De acordo com Eduardo Pinto, líder da turma do 8° período do Uniceuma, a reclamação dos estudantes se dá principalmente porque entendem que a universidade particular deveria desempenhar papel muito mais comprometido, devido à ausência do poder público. Eduardo disse que a revolta também acontece porque acreditam que a criação do Estágio Simulado se deu somente com o objetivo de reprovar os alunos.
O líder da turma informou que a prova final do estágio seria uma Alegação Final de Defesa, mas que devido à orientação da professora Adriana Mendonça, o professor do estágio, Francisco Reis, teria mudado para uma Sentença Penal Condenatória, apesar de não ter dado nenhuma aula sobre tal conteúdo. Mesmo assim, como declarou Eduardo Pinto, a maioria da turma conseguiu nota suficiente para sua aprovação.
Nota alterada – Eduardo Pinto afirmou que a reprovação de cerca de 80% dos alunos se deu quando saiu uma nota no Colunaço do Peta, no JP, sobre o envolvimento da professora com universitários, o que fez com que ela recorrigisse todas as provas e alterasse as notas. Esse fato fez com que os estudantes pedissem ao Uniceuma o afastamento dela da coordenação do estágio, o que não foi aceito pela pró-reitoria, sob a alegação de que não poderia demiti-la.
Insatisfeitos com a atitude da professora e com a falta de diálogo por parte da instituição de ensino, cerca de 40 universitários resolveram se transferir do Uniceuma para a Faculdade São Luís, depois de quatro anos de estudo, já perto da conclusão do curso. Eles começaram a estudar na quarta-feira (09) na nova universidade.
Sem influência – Ouvido pela reportagem do JP o pró-reitor do Uniceuma, Jorge Creso, disse que a professora Adriana Mendonça não dava aula para a turma do 8° período do Curso de Direito, no semestre passado, e sim o professor Francisco Reis, afirmando que ela não tinha nenhuma influência na disciplina Direito Penal.
O pró-reitor informou que alguns alunos lhe procuraram, mas que teria avisado que se os mesmos quisessem a revisão de suas provas que entrassem com recurso a fim de se submeter, conforme o regimento da instituição, a uma bancada de três professores. Ele declarou que cerca de seis ou sete estudantes fizeram isso, sendo comprovado que os mesmos não tinham condições de serem aprovados.
A respeito das reclamações sobre a conduta da professora Adriana Mendonça, Jorge Creso afirmou que os alunos deveriam ter feito a denúncia ao Conselho de Ética da instituição, mas que ninguém denunciou. Creso também disse que o estágio não foi criado com a finalidade de reprovar, mas sim nasceu por meio de uma lei federal e que o tema da prova final não é específico, sendo que, dentro de um universo de assuntos o professor pode escolher qualquer um e o aluno deve estar preparado.
Jorge Creso informou que não tomou conhecimento de que a professora Adriana Mendonça mantinha um relacionamento com alunos da universidade e sim que ela é casada com um universitário de lá.