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Dono de bar diz ter sido espancado por PMs

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Data de Publicação: 16 de março de 2005
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Por José Linhares Junior

O jovem Lúcio Fonseca Pires, de 23 anos, que é proprietário de um bar no bairro do Coroadinho, esteve ontem na redação do Jornal Pequeno para tornar público que, por volta das 23h da segunda-feira (14), teria sido agredido fisicamente por alguns policiais militares, quando se dirigia do seu estabelecimento para a sua residência.

De acordo com a vítima, os policiais que lhe abordaram no meio da rua ocupavam a viatura 53-006 do 1° Batalhão de Polícia Militar.

Lúcio Pires disse que, no momento da abordagem, os militares perguntaram se ele estava querendo roubar ou se estava “aprontando alguma”. Ele informou ter respondido que não, e que logo em seguida foram iniciadas as agressões por parte dos policiais, “sem nenhum motivo aparente”.

Depois de ter sido agredido, Lúcio afirmou que foi levado até o treiler da PM, no Coroadinho, onde os policiais que lá se encontravam também o teriam espancado.

Lúcio disse ainda que chegou a afirmar para os militares que iria procurar seus direitos, o que teria provocado a intensificação do espancamento e que um dos policiais ainda questionou “se ele pretendia dar queixa de polícia?”

Desacato – Depois das agressões sofridas no treiler, a vítima afirmou ter sido levada até a delegacia da Vila Embratel, onde os policiais o acusaram de desacato à autoridade, afirmando que ele estava “pedindo para ser preso”. Lúcio passou a noite na delegacia, sendo liberado pela manhã.

Devido às inúmeras lesões que apresentava no corpo, os policiais civis que se encontravam de plantão no 16° DP lavraram um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) contra os militares.

Na manhã de ontem Lúcio voltou à delegacia e pegou o nome dos policiais que o conduziram para lá, sendo eles: Iran Mendes Martins Filho, Marco Aquiles Castro Lisboa e Adelino Assunção Almeida. Ontem, Lúcio também fez o exame de corpo delito e garantiu que entrará com uma ação no Ministério Público contra os seus agressores.

A reportagem do JP procurou o comandante do 1° BPM, major Alves, para esclarecer o que teria levado os policiais a agir daquela maneira, mas ele disse que ainda não tinha sido informado do ocorrido. No entanto, iria dar abertura nos procedimentos de investigação para averiguar os fatos e punir os responsáveis. “É orientação do Comando Geral que fatos como estes sejam verificados e coibidos”, disse.

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