O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne-se neste domingo, em Brasília, com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e o presidente nacional do PT, José Genoino, para discutir a reforma ministerial. A expectativa é que o anúncio da reforma aconteça ainda no início da próxima semana. O presidente tem enfrentado dificuldades para acomodar todos os aliados na Esplanada e principalmente para acalmar os ânimos petistas. O Partido dos Trabalhadores não quer que alguns nomes, como o do ministro das Cidades, Olívio Dutra, sejam atingidos com a reforma.
O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) declarou que o anúncio da reforma deve ocorrer a partir desta segunda-feira. "O presidente diz que há o tempo da política e ele está trabalhando para concluir a negociação (com os partidos aliados). Acho que será agora no início da semana", disse Mercadante. Nenhuma informação sobre o número de ministros trocados e seus nomes foi divulgada pelo presidente ou por membros do governo.
Ainda assim vários titulares já foram alvo de especulação. Depois dos ministros da Previdência, Saúde, Esportes, Coordenação Política e Cidades serem alvo de rumores sobre uma eventual saída, o assunto no fim de semana foi o ministro da Defesa e vice-presidente da República, José Alencar. Nesta sexta-feira, em entrevista no Rio de Janeiro, o próprio Alencar reconheceu a possibilidade de deixar o ministério da Defesa e afirmou que sua "cultura é empresarial". Em Brasília, comenta-se a que Alencar sairia para dar espaço ao senador José Sarney (PMDB-AP), ex-presidente do Congresso e principal aliado do governo em seu partido.