O assaltante paraense Antônio Nilson Ribeiro da Silva, de 35 anos, e o sargento reformado do Exército Murilo Martins do Nascimento, de 56 anos, transferidos na manhã de ontem para São Luís, confessaram ter participado do assalto à agência do Banco do Brasil, no município de Parnarama, ocorrido no dia 1º de março passado. Os dois foram presos na manhã da sexta-feira passada durante uma operação conjunta da Polícia Civil e da Polícia Militar.
Ao serem interrogados na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), tanto Antônio Nilson, vulgo “Baixinho, quanto o sargento reformado Murilo do Nascimento, que é goiano, disseram que residem em Goiás. Eles dois foram presos durante diligências da Polícia Militar e Civil do Maranhão e da Polícia Militar do Piauí no povoado Riacho dos Negros, em Palmeiras-PI, a cerca de 90 quilômetros ao sul de Teresina-PI. Os bandidos ocupavam um Celta preto, de placa JVC 7949, Redenção-PA, que foi interceptado por uma guarnição policial militar comandada pelo 3º sargento Francisco Geovane Clímaco da Silva, da 3ª Companhia Independente de Timon-MA, apoiado pela viatura do Gate da PMPI, após passarem próximo à barreira montada na rodovia PI-130, naquela localidade.
O sargento Clímaco declarou que, depois de breve perseguição, as guarnições conseguiram interceptar, abordar e identificar os ocupantes do veículo como sendo “Baixinho” e o sargento reformado Murilo do Nascimento. O veículo e os suspeitos foram levados para a delegacia de Palmeiras-PI, pelo delegado Humaitá e agentes da Polícia Civil do Maranhão, onde os dois confessaram ser autor e co-autor do assalto ao Banco do Brasil de Parnarama. Após a identificação, os bandidos foram levados para a Central de Flagrantes em Teresina-PI.
Ontem, já em São Luís, durante o depoimento que prestou à Deic, Antônio Nilson, o “Baixinho”, confessou que participou diretamente do assalto em Parnarama. Na sexta-feira, os dois bandidos tentaram deixar a capital piauiense, Teresina, com destino a Brasília, para fugir da polícia. “Baixinho” revelou que o bando era formado por seis pessoas e era chefiado pelo também paraense.