Uma entrevista do prefeito João Leocádio ao repórter Waldemar Terr, do Jornal Pequeno, logo depois de assumir o mandato, mostra a primeira armação contra João Leocádio, que acusou textualmente o ex-prefeito Wellington Coelho. Veja a íntegra
O prefeito de Buriti Bravo, João Leocádio, acusou o ex-prefeito da cidade, Wellington Coelho, de haver fraudado um cheque com dados do atual administrador, no valor de R$ 70 mil, e forjado uma negociada dele com um vereador que era da oposição apenas para incriminar o novo administrador do município. Leocádio revelou que o cheque é supostamente do Bradesco, mas o banco, após analisar o falso documento, emitiu uma nota pela gerência de Colinas, local da conta verdadeira do prefeito, dizendo que o cheque não pertence aos talonários emitidos pela agência.
“A numeração indicada no cheque em destaque não consta de nossos registros, vez que somente houve emissão de talonário de cheques em favor do correntista com a logomarca Bradesco com a numeração de 2021 a 2040”, diz o documento dado pelo banco. O cheque falsificado tem o número 819-0, bem abaixo dos emitidos pelo banco. Diz também a nota que “o carimbo de pago posto no cheque, datado de 14.01.2005, bem como a assinatura ali constante, também não são de emissão do Bradesco SA, sendo portanto falsos”.
A série que identifica o cheque é também bem diferente da do original, uma vez que na da conta do prefeito de Buriti Bravo existe uma combinação de letras e números, ou só letras, mas no que foi falsificado aparecem apenas números. O prefeito disse que “a falsificação grosseira” teve o intuito apenas de servir de base para a montagem de um panfleto, que foi distribuído na cidade, o acusando de haver comprado o vereador Zé Miguel. “Até o nome do vereador foi grafado de forma errada ao colocar o cheque nominal. O nome verdadeiro dele é José Raimundo Vieira Duarte, mas foi colocado no cheque falsificado como sendo José Raimundo Pereira Duarte”.
O prefeito de Buriti Bravo passou os últimos dias em São Luís tomando as medidas legais cabíveis para processar o ex-prefeito Wellington Coelho, quem foi à imprensa assumir a falsa denúncia de que o novo prefeito teria comprado o vereador por R$ 70 mil. “É um absurdo o que fizeram e não vou desistir até que o ex-prefeito seja condenado por fraude e danos morais”, garantiu João Leocádio, que também foi à delegacia de polícia registrar ocorrência policial.
O prefeito revelou ainda que até a própria assinatura dele foi colocada no documento, scaneada de um documento oficial ou falsificada, o que certamente os exames que forem realizados pelo Incrim deixarão claro. “O cheque, pela falsificação grosseria, nem chegou a ser apresentado no banco, porque não foi feito para esse fim, mas serviu de base para um panfleto distribuído na cidade apenas para denegrir minha imagem”, denunciou.
Apesar de haver perdido as eleições por uma grande diferença de votos, o ex-prefeito está dando sinais de que pretende marcar cerrado a nova administração, uma vez que foi João Leocádio que colocou um ponto final em quase 20 anos de controle político que Wellington Coelho mantinha sobre o município. “O município respira agora ar de liberdade e a administração começa a colocar ordem na casa, o que deixa o ex-prefeito desesperado porque sente que acabou o ciclo político dele”, alfinetou o novo prefeito.
Por Waldemar Terr
Repórter de Política
(wter@uol.com.br)