Foi grande a repercussão, em Brasília, da morte do prefeito de Buriti-Bravo, João Leocádio. Pelos corredores da Câmara e do Senado Federal, parlamentares elegeram dois temas principais: a reforma ministerial e o assassinato do jovem mandatário de Buriti-Bravo. Na Câmara, após retomar o comando da mesa das mãos de Inocêncio Oliveira (primeiro secretário), o presidente Severino Cavalcanti foi enfático: “A mesa se associa ao pesar pela morte desse prefeito. É lamentável que isso ainda aconteça. Espero que sejam tomadas as providências para pôr na cadeia os responsáveis pelo crime. Não existe justificativa para isso. Portanto, leve à família os pêsames da Mesa da Câmara dos Deputados”.
Em São Luís, recuperando-se de uma intervenção cirúrgica, o deputado Neiva Moreira enviou telegrama à viúva, Arlete Jataí Leal, nos seguintes termos: “Profundamente consternado e revoltado diante desse monstruoso atentado que vitimou nosso companheiro e inesquecível líder João Leocádio, envio à companheira Arlete e por seu intermédio ao povo de Buriti-Bravo nossa manifestação de pesar e indignação. Submetido a tratamento hospitalar, estou impossibilitado de participar pessoalmente da manifestação de repúdio ao monstruoso crime, mas quero lhe transmitir minha firme decisão de continuar ao lado dos bravos companheiros de Buriti-Bravo a histórica e exemplar luta do nosso inesquecível companheiro e eternamente presente João Leocádio”.
Já o deputado Wagner Lago usou a tribuna para proferir discurso emocionado sobre mais este crime contra o povo maranhense. Lembrou aos deputados e à mesa diretora que o Maranhão e o município de Buriti-Bravo estão de luto. E envergonhados. Luto e mais pobres, pois o prefeito João Leocádio, um jovem professor de apenas 40 anos, era uma figura que encarnava a esperança daquele povo. Foi a liderança nova que desbancou uma oligarquia municipal que assaltava o município há muitos e muitos anos”, disse Wagner.
Em Brasília é do conhecimento geral que o governador José Reinaldo Tavares determinou urgentes e enérgicas providências para elucidar o crime, que traz fortes suspeitas de ter fundo político.