Uma das principais e mais importantes Varas do Trabalho do Maranhão, a de Imperatriz, encontra-se funcionando precariamente, com a apenas um juiz, prejudicando sensivelmente a já deficitária prestação jurisdicional trabalhista.
Todos os processos cautelares que ingressaram na Vara do Trabalho nos últimos 30 dias, sem exceção, encontram-se sobrestados em razão da falta de juiz. Apenas as audiências estão sendo mantidas, se acumulando, ainda, o despacho de concessão de alvarás e outros procedimentos indispensáveis ao funcionamento da Justiça trabalhistas local.
Segundo informações levantadas pelo Sindicato dos Jornalistas e Radialistas de Imperatriz (Sindijori), dos três juizes que inicialmente laboram na Vara do Trabalho local, apenas um se encontra no batente, sob a batuta do juiz José Francisco Campelo Galvão. A presidente da Vara, Dra. Noélia Cavalcante, já teria ido embora para outra Comarca e o juiz Higino Diomedes se encontra de férias.
Para o representante do Sindicato dos Jornalistas e Radialistas de Imperatriz, Daniel Sousa, além da falta de juizes, faltam funcionários e até combustível para a única que serve a Vara do Trabalho de Imperatriz. “Um desse a única viatura da Vara passou várias semanas paradas por falta de combustível, atrasando o cumprimento de mandados e diligências. Assim funciona a Vara do Trabalho de Imperatriz, capenga e sem as condições mínimas de atender bem a comunidade, já sacrificada”, lamentou o sindicalista.